Auxílio emergencial: Governo divulga datas dos novos pagamentos e desiste de fracionar

Ministério da Cidadania divulgou hoje o calendário de pagamentos das duas novas parcelas do Auxílio Emergencial e anunciou que desistiu de fracionar as parcelas.
O pagamento dos R$ 600, que agora serão referentes aos meses de agosto e setembro, será feitos a mais de 65 milhões de brasileiros cadastrados no programa de renda emergencial desenvolvido na pandemia.
Quando anunciado que haveria prorrogação das parcelas do benefício, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo estava estudando diluir o valor das duas parcelas adicionais em até quatro pagamentos dentro de 60 dias.
Na ocasião, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a continuidade dos pagamentos integrais de R$ 600 em agosto e setembro.
Mas, de acordo com o calendário publicado hoje, os beneficiários continuarão recebendo os valores primeiro em contas digitais para só depois conseguirem casar os recursos conforme um cronograma estabelecido pela Caixa Econômica Federal.
A medida é para evitando aglomerações nas agências. A maioria dos beneficiários só conseguirá sacar o dinheiro de setembro em outubro, mas poderá fazer pagamentos e transferências antes disso por meio da conta digital.
Calendário de novas parcelas Auxílio Emergencial
Quem já recebeu as três primeiras parcelas terá o quarto pagamento emergencial de R$ 600 depositado entre os dias 22 de julho (para os nascidos em janeiro) e 26 de agosto (para os nascidos em dezembro). Já o calendário de saques começa em 25 de julho e vai até 17 de setembro.
Já o quinto pagamento de R$ 600 começará a ser depositado em 28 de agosto, em um calendário que vai até 30 de setembro. Os saques da última parcela do auxílio emergencial vão de 19 de setembro a 29 de outubro.
Os beneficiários que só conseguiram acessar o auxílio emergencial mais tarde terão direito às mesmas cinco parcelas, em um calendário estendido que vai até meados de dezembro.
Veja o calendário completo de pagamento das novas parcelas do Auxílio Emergencial:
4ª parcela 
Mês de Nascimento
Depósito
Saque
Janeiro
22/07
25/07
Fevereiro
24/07
01/08
Março
29/07
01/08
Abril
31/07
08/08
Maio
05/07
13/08
Junho
07/08
22/08
Julho
12/08
27/08
Agosto
14/08
01/09
Setembro
17/08
05/09
Outubro
19/08
12/09
Novembro
21/08
12/09
Dezembro
26/08
17/09
5 parcela
Mês de Nascimento
Depósito
Saque
Janeiro
28/08
19/09
Fevereiro
02/09
22/09
Março
04/09
29/09
Abril
09/09
01/10
Maio
11/09
03/10
Junho
16/09
06/10
Julho
18/09
08/10
Agosto
23/09
13/10
Setembro
25/09
15/10
Outubro
28/09
20/10
Novembro
28/09
22/10
Dezembro
30/09
27/10

Eleições 2020 não terão identificação biométrica

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seguirá recomendação apresentada na noite desta terça-feira (14) pelos infectologistas que prestam consultoria sanitária para as eleições municipais, e vai excluir a necessidade de identificação biométrica no dia da votação.
A decisão foi tomada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, após ouvir os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Marília Santini, da Fundação Fiocruz, e Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein, que integram o grupo que presta a consultoria.
Técnicos do tribunal também participaram da primeira reunião da consultoria sanitária, que é prestada de forma gratuita e pretende estabelecer um protocolo de segurança, que deverá ser replicado em todas as seções eleitorais do Brasil.
Para decidir excluir a biometria, médicos e técnicos consideraram dois fatores: a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor não pode ser higienizado com frequência; e aumenta as aglomerações, uma vez que a votação com biometria é mais demorada do que a votação com assinatura no caderno de votações. Muitos eleitores têm dificuldade com a leitura das digitais, o que aumenta o risco de formar filas.
A questão deverá ser incluída nas resoluções das Eleições 2020 e levada a referendo do plenário do TSE após o recesso do Judiciário.
Ficou definido também na reunião que a cartilha de recomendação sanitária para o dia da eleição levará em conta cuidados para: eleitores (com regras diferenciadas para os que têm necessidades especiais); mesários; fiscais de partido; higienização do espaço físico das seções; policiais militares e agentes de segurança; movimentação interna de servidores e colaboradores no TSE e Tribunais Regionais Eleitorais (TREs); populações indígenas/locais de difícil acesso; e população carcerária.
O grupo deve se reunir semanalmente para definir as regras e a cartilha de cuidados.
Durante a reunião, os três médicos afirmaram ter a avaliação de que, em novembro - quando ocorrerá a eleição - a situação da pandemia estará em condição bastante inferior à registrada atualmente.
O objetivo do grupo será “proporcionar o mais alto grau de segurança possível para os eleitores, mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral” por conta da pandemia da Covid-19.
O trabalho consistirá na avaliação de todos os riscos à saúde pública durante a votação, além do desenvolvimento e divulgação dos procedimentos e protocolos sanitários e ambientais a serem adotados.
O adiamento das eleições de outubro para novembro, aprovado pelo Congresso, foi defendido pelo TSE para atender as recomendações médicas e sanitárias de que postergar o pleito por algumas semanas seria mais seguro para eleitores e mesários. Conforme a emenda constitucional, o primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo turno no dia 29 de novembro.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).