Homem mata ex-esposa e se suicida dentro de academia





Uma mulher foi vítima de feminicídio dentro de uma academia diante de vários frequentadores do estabelecimento em Itaquitinga, na Mata Norte de Pernambuco nesta quinta-feira (20). A funcionária pública Íris Gabriela Rodrigues da Silva, de 32 anos, foi morta pelo ex-companheiro com um tiros na cabeça em plena luz no dia. Logo depois de cometer o crime, Eduardo Ferreira Justino tirou a própria vida usando a mesma arma usada para assinar a ex-esposa. Íris tinha dois filhos de um relacionamento anterior.
De acordo com o proprietário da academia, Eduardo ligou para o estabelecimento antes de se deslocar para o local questionando se Íris se encontrava no local, o que prova a premeditação. Antes de chegar, ele cruzou com o pai na rua e o cumprimentou normalmente. Depois de atingida, Íris foi levada às pressas ao Hospital de Nazaré da Mata, mas já chegou sem vida à unidade.
Segundo Felipe de Oliveira Pinheiro, delegado de Condado e responsável pelo caso, testemunhas relataram que Eduardo entrou no estabelecimento de forma calma e chegou a conversar com Íris antes de matá-la. “Depois ele foi para trás dela, a abraçou, sacou a arma e efetuou um disparo na cabeça da mulher, que falhou. Ele atirou de novo, ela caiu, e em seguida atirou na própria cabeça”, relatou o delegado.
No momento do crime, a academia estava cheia, com uma movimentação comum de início de dia. Ao presenciarem o feminicídio, alguns alunos correram e outros ficaram em choque e não conseguiram sair do local imediatamente. A academia suspendeu o expediente após o crime. A Polícia Civil vai investigar como o homem conseguiu a arma. Segundo o delegado, o revólver foi provavelmente adquirido de forma ilegal.
Agressões motivaram separação
Entre idas e vindas, o casal ficou junto por cerca de cinco anos e estava separado havia dez dias. De acordo com familiares de ambos, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e não se conformava com o fato de Íris ter começado outro relacionamento. Relatos de parentes dão conta de que Eduardo era excessivamente ciumento, chegando a reclamar até das roupas que ela usava. Segundo a família da vítima, o homem era muito agressivo, batia em Íris e tinha o costume de quebrar objetos em casa. Conhecidos dele afirmam que ele  mudou de comportamento após o término com Íris, mas não deu indícios de que pretendia tirar a vida da mulher. “Estão todos muito chocados. Nunca imaginavam que isso fosse acontecer”, avalia o delegado.
Sebastião Rodrigues, tio de Íris, afirmou ter desconfiado que o homem pudesse tentar algo contra a vida da sobrinha. “Depois que eles se separaram, ele vivia a perseguindo, acredito que já no intuito de fazer alguma coisa. Era assustador”, relatou. Eduardo também proibiu Íris de falar com Sebastião com medo que ele interferisse na relação.
“Ela fazia o bem e não pedia nada em troca”
Além de amigos e vizinhos que admiravam a vítima pela alegria, serenidade e educação com que ela sempre agia, Iris deixa dois filhos, um menino de 10 anos e uma menina de 9 anos, frutos de um relacionamento anterior. “Ela era uma pessoa muito legal, prestativa e não tinha inimizades. Todo mundo gostava dela. Era o tipo de pessoa que fazia o bem pelas pessoas e não pedia nada em troca”, lamentou Sebastião.Fonte:www.op9.com.br